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O novo nueve




Desde a aposentadoria de Gabriel Batistuta, a seleção argentina vem tendo dificuldades para encontrar um atacante de referência, um verdadeiro centroavante. Hernán Crespo desempenhou um bom papel na Alemanha 2006, mas ainda são muitas as "viúvas" do Batigol, que marcou gols nas edições de 1994, 1998 e 2002 da Copa do Mundo da FIFA. Agora, o primeiro Mundial em solo africano pode estar apresentando o novo dono da camisa nove: Gonzalo Higuaín.

Depois de perder várias chances contra a Nigéria na estreia, o atacante do Real Madrid balançou três vezes as redes para garantir a vitória por 4 a 1 diante da Coreia do Sul, uma marca individual que não se repetia desde os três gols do próprio Batistuta contra a Jamaica em 1998. "É muito bom poder repetir o que o Bati fez naquele Mundial. Marcar três gols neste torneio é uma sensação incomparável", confessou Higuaín, que é agora o artilheiro da Copa do Mundo da FIFA 2010.

Com dois gols de cabeça e outro com um toque de oportunismo, no rebote de uma bola na trave, o jogador surgido nas categorias de base do River Plate esteve implacável. "O Maradona me parabenizou e me disse que sabia que o gol chegaria", declarou. "Não é que eu me sentisse pressionado por ainda não ter feito nenhum, mas encarava como um desafio. Se continuarmos assim, acho que poderemos conquistar o título. O importante é que o grupo continue ganhando confiança. Divido quarto com o Diego Milito, um goleador que ganhou tudo na Europa, e ele me dá conselhos que são muito úteis. Isso mostra como estamos bem."

Ecos de uma goleada
Não foi apenas Higuaín que comentou a inspirada atuação em Johanesburgo. Ao seu lado, o craque Lionel Messi também foi só elogios. "Estou muito contente por ele, que fez todos os gols que não conseguiu contra a Nigéria", afirmou. "Faz bem para ele no aspecto pessoal e também ao grupo. É muito importante ter um goleador com essas características em torneio como este."

Já o goleiro Sergio Romero destacou com bom humor o oportunismo do atacante. "Disse a ele no vestiário que ele havia jogado como um verdadeiro goleador, esperando todas no lugar certo, e assim é fácil", brincou. "É impressionante ter um jogador como ele, que pode definir a partida a qualquer momento", acrescentou.

Apesar das manifestações dos companheiros, a melhor descrição da atuação do camisa nove veio de um adversário, o lateral sul-coreano Beom Seok Oh. "Não posso dizer que esteja surpreso com a atuação do Higuaín", declarou. "Ele foi um dos maiores artilheiros do mundo nesta temporada, e infelizmente acabamos sendo vítimas dele." A Grécia, próxima adversária, que se cuide.

Paciência oriental




Diante de um adversário muito aplicado taticamente e jogando também contra uma baixíssima temperatura no estádio Ellis Park, em Johanesburgo, a Seleção Brasileira encontrou uma saída pela direita e venceu a Coreia do Norte por 2 a 1 para somar seus primeiros três pontos pelo Grupo G da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010, nesta terça-feira.

Foi um exercício de paciência para os comandados de Dunga, que precisaram de toda a calma do mundo para encontrar alguma brecha contra o rival asiático, que não jogava uma partida do torneio desde a Inglaterra 1966.

Em um confronto que colocava o primeiro colocado do Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola diante do 105º colocado, essa drástica diferença demorou para ser evidenciada. O Brasil procurou inverter a bola de uma ponta a outra, tocando de pé em pé, rodando seus atletas, mas a retranca norte-coreana estava atenta e bem armada.

Depois de um primeiro tempo em que se dedicou a manter a posse de bola e procurar o melhor atalho para superar o bloco de defensores norte-coreanos, o Brasil enfim encontrou o caminho na segunda parte. A saída foi buscar o jogo de seus laterais. Aos dez minutos do segundo tempo, Maicon - eleito pelos usuários do FIFA.com como Craque do Jogo Budweiser - apareceu bem para esse desafogo: recebeu em velocidade de dentro da área e, quase sem ângulo, marcou um belo gol que deixa sua equipe na liderança da chave - já que Costa do Marfim e Portugal empataram mais cedo, sem gols. Elano, depois, completou o placar em jogada de dinâmica semelhante: passe profundo de Robinho e, da direita, o chute cruzado.

A um minuto do fim do tempo regulamentar, os norte-coreanos ainda conseguiram fazer o que parecia impossível e bateram eles próprios a meta de Júlio César: Ji Yun Nam aproveitou um passe de cabeça após lançamento longo e, de esquerda, bateu com precisão na saída do goleiro brasileiro.

O esforço compensa
O Brasil começou o jogo tentando imprimir um forte ritmo. Nos primeiros dez minutos, Elano e Robinho tentaram finalizações de fora da área, para testar a retaguarda norte-coreana, que, por vezes, se postava com ao menos oito jogadores de linha da intermediária para trás, e apenas o capitão Hong Yong Jo e o promissor Jong Tae Se um pouco mais à frente, próximos à linha do meio-campo esperando oportunidades de contra-ataque. Diante de uma defesa tão forte como a montada por Dunga, era pouco para se criar uma ameaça.

Por outro lado, esse posicionamento em bloco em frente a sua área ajudava a conter as iniciativas ofensivas da Seleção, a despeito do talento individual de jogadores como Kaká e Robinho e a força física e presença de Luís Fabiano. Em uma das poucas vezes que o time conseguiu passar por essa retranca na primeira metade do primeiro tempo, Robinho girou com a bola na área, aos 21 minutos, mas acabou batendo fraco, para defesa do goleiro Ri Myong Guk.

Outro lance individual de Robinho gerou uma chance de gol aos 34 minutos, quando o atacante do Santos exibiu seu controle de bola na área, trabalhou como pivô e passou para Michel Bastos na esquerda. O lateral chutou forte e a bola passou próxima ao ângulo esquerdo.

Era preciso paciência, muito toque de bola, girando-a de um lado para o outro à procura de algum espaço em direção ao gol ou mesmo algum desequilíbrio defensivo do rival que pudesse proporcionar um bom cruzamento ou oportunidades de bola parada, que é um ponto forte da atual Seleção.

Saída pela direita
A primeira dessas chances veio aos cinco minutos do segunda tempo, quando Kaká foi derrubado próximo à meia-lua, em falta frontal para o Brasil. Michel Bastos bateu por cima da barreira, com efeito, mas a bola saiu à direita.

No ataque seguinte, após boa troca de passes, Kaká fez um belo passe de peito para Robinho, que chutou de primeira, rasante, assustando o goleiro Myong Guk. A bola passou rente à trave direita, na primeira combinação entre os craques, e um bom sinal do que estava por vir.

Pouco depois, saiu o gol de abertura do placar. Elano recebeu na meia direita e deu um passe na medida para Maicon, que se projetava de modo fulminante por trás. O lateral, quase sem ângulo, chutou forte, com estilo. A bola passou entre o goleiro e a trave e estufou a rede em sua parte lateral.

O segundo gol também saiu pela direita. Robinho cortou em diagonal com a bola pela esquerda e fez uma precisa assistência para Elano, que entrou na área e chutou cruzado, aos 27 minutos. O Brasil dominou, criou mais chances e, quando tudo parecida decidido, ainda viu a Coreia do Norte diminuir a vantagem com Ji Yun Nam - o que, para os asiáticos, soou quase como uma vitória.

Apesar da baixa temperatura, o estádio Ellis Park foi envolvido por uma grande atmosfera, com as arquibancadas coloridas de verde e amarelo, que valem pelas cores que acompanham a Seleção pelas Copas e também para a equipe local, os Bafana Bafana. O primeiro teste para os pentacampeões pode não ter sido contra um rival tradicional, mas certamente foi inóspito o bastante para fazer a torcida brasileira passar da primeira rodada com um sentimento: alívio.

BRASIL X C. NORTE

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Em jogo de gato-e-rato, campeã mundial empata




Em um confronto de dois times metódicos, de muita aplicação na marcação à espera de uma brecha ou uma falha do adversário, a atual campeã mundial Itália e o Paraguai empataram na abertura do Grupo F da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010.

Foi um jogo em que cada seleção parecia olhar para um espelho do outro lado do campo, nesta segunda-feira, na Cidade do Cabo. O posicionamento tático de cada time tinha alguma variação, claro, mas a disposição de primeiro dominar o meio-campo defensivamente, com uma sólida retaguarda atrás, era a mesma. Tudo debaixo de chuva por boa parte do tempo, com muitas divididas

Foi, desta forma, um duelo equilibrado, refletido em estatísticas, com posse de bola de 52% e dez finalizações para a Azzurra contra 48% e oito para a Albirroja. Os dois times agora somam um ponto e aguardam a partida entre Eslováquia e Nova Zelândia, neta terça, para o encerramento da primeira rodada da chave.

Foi o Paraguai que aproveitou o primeiro espaço aberto, em um lance de bola parada. Aos 39 minutos, Aureliano Torres cobrou falta da intermediária, de longe, e o zagueiro Antolín Alcaraz subiu muito bem, no meio de Daniele De Rossi e Fabio Cannavaro e cabeceou firme no canto esquerdo de Buffon, que ficou estático, sem tempo de reação. Foi o primeiro gol da carreira do zagueiro pela equipe nacional.

No segundo tempo, o Paraguai ainda teve uma segunda oportunidade, aos 52 minutos. Barrios recebeu um lançamento no centro da área, preparou a finalização, mas foi travado por Giorgio Chiellini. A sobra ficou nos pés de Enrique Vera, que dominou e bateu forte, buscando o ânulo esquerdo, mas a bola saiu.

Neste jogo de gato-e-rato, a Itália teve sua grande oportunidade aos 63 minutos, e conseguiu o empate. Em cruzamento de Pepe em escanteio pela esquerda, o goleiro Justo Villar saiu mal no primeiro pau, deixou a bola passar, e De Rossi foi oportunista para tocar para o gol, na pequena área.

A partir do empate, a Itália teve presença mais constante no ataque, exibindo mais precisão nos passes e um ímpeto maior em busca do segundo gol, embora sem sucesso.

Uma notícia preocupante para o prosseguimento da campanha da Azzurra foi a saída do excelente goleiro Gianluigi Buffon no intervalo, devido a problemas físicos. Ele deu lugar a Federico Marchetti, que acabou não sendo exigido na segunda etapa.

Italia x Paraguai


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Um desafio físico espera Camarões e Japão


Na primeira partida do Grupo E, Camarões enfrenta segunda-feira, em Mangaung/Bloemfontein, uma seleção japonesa que sofreu três derrotas em quatro partidas de preparação para a Copa do Mundo da FIFA 2010 e marcou apenas um gol, contra a Inglaterra (2 a 1). Com dois empates e duas derrotas, no entanto, os Leões indomáveis também não brilharam nas partidas preparatórias.

O fato de ser um confronto entre duas equipes que passam por uma má fase já confere à partida caráter decisivo, uma vez que os outros adversários do Grupo E são Dinamarca e Holanda, esta uma das favoritas da competição. Nenhuma das duas seleções quer, nem deve, portanto, desperdiçar os pontos deste jogo.

A partida
Japão x Camarões, Mangaung/Bloemfontein, segunda-feira, 14 de junho, 16h locais (11h de Brasília, 15h em Lisboa)

A equipe treinada por Paul Le Guen talvez tenha uma vantagem psicológica por nunca ter sofrido derrota em uma partida de estreia da Copa do Mundo da FIFA (uma vitória e quatro empates). A seleção japonesa, por sua vez, nunca perdeu para Camarões, nem sequer sofreu um gol desse adversário: o retrospecto é de duas vitórias e um empate. Desta vez, porém, ela enfrentará os africanos fora do seu território, pois os confrontos anteriores foram dois amistosos realizados na cidade japonesa de Oita e uma partida pela Copa das Confederações da FIFA 2001, também diante da torcida nipônica.

Em eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA, asiáticos e africanos tiveram trajetórias semelhantes. Enquanto Camarões terminou em primeiro lugar nos dois turnos, os japoneses se contentaram com um segundo lugar atrás da Austrália, conquistado graças a vários empates. No entanto, dos quatro últimos gols sofridos pelos jogadores de Takeshi Okada nos amistosos preparatórios, três foram marcados pelos japoneses contra o seu próprio campo, dois deles na derrota por 2 a 1 contra a Inglaterra.

Os camaroneses não dependerão da falta de habilidade dos japoneses para fazer gols, pois contam com Samuel Eto'o, que, além de ser excelente artilheiro, pretende se mostrar à altura da fama de astro do futebol africano, sobretudo na ausência de Didier Drogba, John Obi Mikel e Michael Essien, todos machucados. Além disso, esta é a primeira Copa do Mundo da FIFA organizada no continente africano.

O duelo
Marcus Túlio Tanaka x Samuel Eto’o

Nesta partida, a difícil tarefa de marcar o atacante Samuel Eto'o caberá a Túlio Tanaka. O brasileiro naturalizado japonês leva vantagem pelo tamanho: 1,85 metro, cinco centímetros a mais que o atacante da Inter de Milão. Ele está preparado para o embate físico, como demonstrou diante da Costa do Marfim, uma partida em que acidentalmente quebrou o braço de Didier Drogba. O único senão é o fato de ter marcado dois gols contra a sua seleção nos dois últimos jogos-treino de que participou. Falhas desse tipo não serão perdoadas por Eto'o e seus companheiros.

O número
23
— É o número de gols marcados pelos dois adversários nas eliminatórias. Camarões disputou 12 partidas, o Japão, 14.

O que eles disseram
"Imagino que será como uma partida fora de casa, mas isso não é grave. Nós devemos jogar o nosso jogo e mostrar a eles que o Japão tem uma equipe sólida." Keisuke Honda, meio-campista do Japão

"Nós trabalhamos duro e estamos prontos. Vamos jogar contra jogadores rápidos no ataque, mas somos profissionais e vamos enfrentar a situação. Será difícil, mas sabemos como vencê-los." Sébastien Bassong, zagueiro de Camarões

O que vocês disseram
"Meu querido e belo país. Meus valentes e valorosos Indomáveis. A preparação não foi muito promissora, mas, sabendo que vocês têm 'corações de leão', estou muito otimista. Nós passaremos da primeira fase." hugo2010-89 (Camarões)

Dê sua opinião
Os japoneses jamais venceram uma partida da Copa do Mundo fora de casa. Será que vão conseguir derrotar os Leões indomáveis? Ou será que a equipe africana exibirá agora uma defesa melhor do que na fase de preparação, quando sofreu sete gols em quatro jogos?

Alemanha busca confirmar o favoritismo




No domingo, a Austrália iniciará a sua terceira participação em edições da Copa do Mundo da FIFA. Depois de ter disputado os Mundiais de 1974 e 2006, ambos na Alemanha, o objetivo agora é o mesmo de quatro anos atrás: chegar às oitavas de final. A primeira missão, no entanto, é contra ninguém menos do que a seleção germânica, que certamente não pretende facilitar a vida dos Socceroos.

O Grupo D, que conta ainda com Sérvia e Gana, pode ser descrito como um dos "grupos da morte" da África do Sul 2010. É a chave cujas seleções estão mais bem colocadas no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola. Um erro logo no início pode ser fatal.

A partida
Alemanha x Austrália, Grupo D, domingo, 13 de junho, 20h30 (15h30 em Brasília, 19h30 em Lisboa)

É inevitável lembrar do confronto entre as duas seleções na Copa das Confederações da FIFA 2005, quando a anfitriã Alemanha derrotou a Austrália por 4 a 3. Quatro jogadores alemães que disputaram aquela partida também estarão em campo no domingo: Arne Friedrich, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker e Lukas Podolski. Do outro lado, estavam presentes, entre outros, Mark Schwarzer, Tim Cahill e Craig Moore, que certamente estão ansiosos pela revanche.

O único encontro anterior entre as duas equipes em uma Copa do Mundo da FIFA aconteceu há 36 anos. Jogando em casa, em 1974, a Alemanha Ocidental superou os Socceroos por 3 a 0 em uma partida válida pela fase de grupos. No final, os alemães foram campeões mundiais, enquanto os australianos não marcaram nenhum gol na competição e voltaram mais cedo para casa.

O duelo
Mark Schwarzer x Manuel Neuer

É notável o contraste existente entre as trajetórias dos dois goleiros. De um lado está o experiente Mark Schwarzer, que, aos 37 anos, já disputou 75 partidas e uma Copa do Mundo da FIFA pelo seu país. Há tempos que Schwarzer é o número um da Austrália, ele já jogou mais de 700 jogos ao longo da sua carreira (por clubes e pela seleção) e é o estrangeiro com o maior número de atuações pela Premier League (pelo Middlesbrough e Fulham). O confronto será especial para o arqueiro australiano, já que os seus pais são alemães e migraram para a Austrália em 1968.

Já pelo lado da Alemanha quem estará debaixo das traves é Manuel Neuer, estreante em Mundiais. O guarda-metas de 24 anos foi campeão da Euro Sub-21 pelo seu país, mas disputou apenas cinco partidas pela seleção principal até aqui. Na realidade, Neuer deveria ser o segundo goleiro na África do Sul, mas o titular René Adler se contundiu e ficou fora da Copa do Mundo da FIFA. Consequentemente, o arqueiro de 1,90 metro de altura assumiu a camisa um. Tendo em vista a categoria das duplas de ataque dos dois países, isto é, Tim Cahill/Joshua Kennedy (Austrália) e Miroslav Klose/Lukas Podolski (Alemanha), é bem provável que os dois goleiros tenham muito trabalho logo na estreia.

O número
76 – Para tentar conquistar o tetracampeonato mundial, o técnico Joachim Löw está depositando a sua confiança no elenco mais jovem do país nos últimos 76 anos, com média de idade inferior a 26 anos. Em 1934, a seleção germânica mais jovem de todos os tempos ficou na terceira colocação.

O que eles disseram
"A nossa obrigação é vencer a partida. Jogaremos objetivamente e vamos para cima do adversário. A Austrália é uma equipe incrivelmente organizada em campo e o seu sistema defensivo é quase perfeito. É uma seleção que luta muito. É difícil ganhar dos australianos e jogar melhor do que eles."
Joachim Löw, técnico da Alemanha

"Os alemães são melhores do que nós. Um empate seria algo fantástico. Se eles derem espaço, vamos aproveitar imediatamente. A seleção alemã é provavelmente a mais constante do mundo. Os alemães defendem como máquinas e é muito difícil passar por eles."
Lucas Neil, capitão da Austrália

O que vocês disseram
"A Alemanha é absolutamente favorita, mas ainda estamos longe de ter vencido a partida! Principalmente por ser uma Copa do Mundo, os garotos do Löw precisam ficar espertos, porque a Austrália não tem nada a perder e tentará de tudo para conseguir um bom resultado."
Hölzenbein91 (Alemanha)

Dê a sua opinião
Será que a jovem seleção da Alemanha conseguirá a vitória na estreia, apesar de estar desfalcada de vários atletas devido a contusões?

SERVIA X GANA

Decisão logo de cara


Integrantes do Grupo D, Sérvia e Gana sabem muito bem que a classificação para a segunda fase passa muito pelo confronto marcado para o gramado do Estádio Loftus Versfeld, em Tshwane/Pretória.

Diante de uma arena lotada que deverá apoiar os africanos, Gana tentará honrar o continente na sua segunda participação consecutiva na Copa do Mundo da FIFA. Já os sérvios tentam honrar os antepassados, que tanto brilharam sob a bandeira da Iugoslávia.

O jogo
Sérvia x Gana, Grupo D, Pretória, domingo, 13 de junho, 16h locais (11h de Brasília, 15h de Lisboa)

A torcida de Gana ainda lembra do primeiro jogo do país na Copa do Mundo da FIFA, marcado pela derrota diante da Itália em 2006. Desta vez, os ganeses tiveram de esperar as últimas rodadas das eliminatórias para garantir participação no Mundial. Os Estrelas Negras esperam agora fazer uma boa estreia e, por que não, conquistar a vitória que facilitaria uma eventual passagem para a próxima fase.

A seleção ganesa teve um período muito curto de preparação, fazendo apenas dois amistosos. O primeiro terminou com derrota para a Holanda por 4 a 1 e o segundo, com vitória de 1 a 0 sobre a Letônia. Mas a equipe dirigida pelo sérvio Milovan Rajevac parece contar com um bom plantel depois que o treinador resolveu apostar nos novos valores vindos da seleção sub-20 campeã do mundo em 2009. A renovação mostrou resultados já no começo deste ano, quando Gana chegou à final da Copa Africana de Nações.

Apesar de não poder contar com Michael Essien, lesionado, Gana terá em campo outros astros capazes de compensar o desfalque importante. Quem tenta brilhar no ataque é Gyan Asamoah, enquanto no meio de campo Sulley Muntari, Kwadwo Asamoah e André Ayew buscarão dar ainda mais força ao setor ofensivo.

Já os sérvios precisarão administrar o peso do favoritismo, conquistado pela presença dos astros que compõem o elenco e pela boa campanha nas eliminatórias. Afinal, é bom lembrar que o país dos Bálcãs se classificou para o Mundial com o primeiro lugar do grupo, à frente de França, Áustria e Romênia.

Radomir Antic poderá contar com todos os seus jogadores, uma ampla gama de talentos que são destaque nos seus respectivos clubes. Alguns nomes a serem observados são Nemanja Vidic, indispensável na zaga do Manchester United, Branislav Ivanovic do Chelsea e Zdravko Kuzmanovic do Stuttgart. Já no ataque, a Sérvia conta com o futebol de Nikola Zigic, transferido para o Birmingham depois de defender as cores do Valencia.

O duelo
Gyan Asamoah x Nemanja Vidic

Gana deve muito ao atacante Gyan Asamoah, que entrou para a história ao marcar o primeiro gol do país na Copa do Mundo da FIFA. O ídolo brilhou também na última Copa Africana de Nações, marcando gols que ajudaram a equipe ganesa a chegar à final da competição. Quatro anos depois de balançar as redes pela primeira vez no Mundial, diante da República Tcheca, o prodígio será novamente acionado para ajudar o seu país na competição.

Mas o atacante ganês terá de passar por Nemanja Vidic, em constante evolução. O zagueiro do Manchester United terá a difícil missão de parar a ofensiva adversária, além de realizar lançamentos para o ataque sérvio. A técnica diferenciada do jogador fez com que ele se destacasse ao longo das duas últimas temporadas, conquistando a Liga dos Campeões da UEFA e o coração dos amantes do bom futebol. Vidic é considerado um dos melhores zagueiros do mundo na atualidade.

O número
1
— As duas seleções se encontraram apenas uma vez no passado. Foi em um amistoso realizado 13 anos atrás, em 1997. Os sérvios, que na época defendiam a Iugoslávia, venceram por 3 a 1.

O que eles disseram
"Temos no grupo jogadores que participaram da Copa do Mundo em 2006. Acho que precisamos nos preparar melhor desta vez. Não teremos adversário fácil, todas as seleções têm bons jogadores e todo mundo quer participar deste evento. A tarefa não será fácil, mas estamos confiantes e acreditamos poder chegar a um nível digno do nosso futebol."
Nemanja Vidic, zagueiro da Sérvia

"Estou confiante e cheio de esperança. Espero que os jogadores deem o melhor de si. Queremos chegar longe com a seleção. Vamos nos concentrar no próximo compromisso e esperamos acabar esta Copa do Mundo com bons resultados."
Milovan Rajevac, técnico de Gana

Felipe Melo tenta controlar os nervos


Felipe Melo afirmou neste sábado que está tentando se controlar, para não deixar a seleção do Brasil na mão durante a Copa do Mundo da FIFA da África do Sul, mas destacou que é um jogador de marcação e que se precisar vai fazer falta quando considera necessário.

"Sou volante e um volante, de repente, quando você pega um grande atacante, em um contra-ataque, é obrigado a parar uma jogada para não acontecer algo pior, como um gol ou uma falta na entrada da área, que pode originar um gol. Então é normal tomar cartão amarelo", disse em uma entrevista coletiva no Randpark Golf Club.

O camisa 5 da seleção disse que é crítico e que também recebe conselhos do pai e da esposa para melhorar em campo. Ele disse ter consciência de que foi convocado por Dunga para ajudar e não prejudicar a seleção, mas que em algumas jogadas a falta é inevitável.

Uma das críticas ao volante se deve ao fato de ter recebido cartão amarelo no amistoso contra a fraca seleção da Tanzânia, no amistoso da última segunda-feira, que o Brasil venceu por 5 a 1.

O jogador também disse não temer o rigor dos árbitros no Mundial, mas deixou claro que não pretende se deixar intimidar: "Se tiver que fazer falta vou fazer a falta, se tiver que tomar cartão amarelo vou tomar o cartão amarelo, tudo em prol do grupo".

Para ele é melhor receber um cartão amarelo em determinada jogada do que sofrer um gol. O Brasil estreia no Grupo G da Copa do Mundo na próxima terça-feira, contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park de Johanesburgo.

Um thriller que termina em empate




No jogo mais tenso e agitado da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010 até aqui, Inglaterra e Estados Unidos empataram em 1 a 1 no Royal Bafokeng Stadium, em Rustemburgo, pela abertura do Grupo C.

Essa foi a primeira partida entre os dois países desde a histórica vitória dos EUA no Mundial de Braisl 1950, e novamente os americanos encontraram uma forma de surpreender. Depois de levarem um gol logo aos quatro minutos, eles conseguiram o empate em uma falha do goleiro David Green.

A partida foi ainda mais movimentada, franca, com dois times bem dispostos em campo, muita movimentação, com disputa física e jogadas de qualidade. Chances de gol também não faltaram, levantando torcedores das duas seleções na arquibancada.

Em termos individuais, o goleiro Tim Howard se destacou defendendo a meta ianque, enquanto os britânicos contaram com boas atuações do habilidoso lateral Glen Johnson, sempre uma ameaça em seus avanços pelo lado direito.

Os pontos perdidos pelos favoritos ingleses certamente animal argelinos e eslovenos, que se enfrentam nesta quarta-feira em Polokwane. Quem vencer o confronto sai à frente do grupo e joga pressão para cima dos adversários.

Lá e cá
O gol inglês saiu em uma jogada que retrata bem o futebol dinâmico que a atuação geração do país pode oferecer ao público. Após cobrança de lateral de Glen Johnson pela direita, Steven Gerrard ganhou a dividida. Na sobra, o grandalhão Emile Heskey recebeu a bola à frente da meia-lua e reagiu rapidamente. Ele viu o mesmo Gerrard avançar em diagonal na área, deixando seus rivais para trás, e tocou na medida. O ídolo do Liverpool chegou batendo de primeira, sem chances para Tim Howard.

Depois de ficar à frente do placar, porém, o English Team não chegou a assumir o controle do jogo, sem aproveitar o impacto negativo emocional dos rivais. Aaaron Lennon chegou a avançar livre pela área pela direita, mas optou pelo cruzamento em vez do chute e viu Jay Demirit fazer o corte, depois de a bola passar por Howard. Depois de já ter tomado o empate, Glen Johnson também encontrou espaço pela direita e optou pelo chute forte e rasteiro, para defesa de muito reflexo do goleiro.

Enquanto isso, os norte-americanos equilibravam a partida, conseguiam volume de jogo a partir de seu compacto meio-campo e começavam a chegar à área inglesa, com bolas aéreas perigosas de Landon Donovan e alguns chutes de fora da área. Foi num lance desses que, aos 40, Clint Dempsey conseguiu o empate, de modo improvável. Ele girou contra Gerrard e arriscou de longe, mas sua finalização saiu fraca. Apesar disso, o goleiro David Green se atrapalhou na hora de fazer a defesa, deixou a bola passar por seus braços e a viu morrer no fundo da rede.

O primeiro grande lance da segunda etapa veio nos pés de Heskey. Em um contra-ataque bem executado, o atacante recebeu passe pelo centro e partiu à frente do zagueiro. Na entrada da área, quase sem fôlego, ele optou pelo chute, mas encontrou um Howard bem posicionado no meio do caminho.

A resposta americana veio com o vigor de Jozy Altidore. O centroavante fez jogada individual pela esquerda, deixou Jamie Carragher para trás, entrou na área e bateu firme. Para se redimir do erro, Green fez uma grande defesa, com reflexo, caindo no seu canto direito para espalmar. A bola ainda tocou na trave.

A Inglaterra ainda teve uma nova grande chance pela vitória, aos 75 minutos, quando Shaun-Wright-Philipps ficou livre com uma sobra pela esquerda de cruzamento, dominou, olhou para o gol e chutou para mais uma intervenção de Howard.

Com algo de susto e algo de brilho








Gabriel Heinze of Argentina celebrates with teammates Lionel Messi (L) and Martin Demichelis

A Argentina de Diego Armando Maradona fez o que dela se esperava como favorita: venceu a Nigéria em sua estreia na Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010, no estádio Ellis Park, de Johanesburgo. Não foi exatamente com brilho, mas sim com lampejos do futebol ofensivo que se espera de quem tem tantos atacantes de qualidade, que os argentinos marcaram 1 a 0 – gol do zagueiro Gabriel Heinze, aos seis minutos de jogo.

A vitória deixa os argentinos com três pontos no Grupo B, ao lado da Coreia do Sul, que bateu a Grécia por 2 a 0 no primeiro jogo deste segundo dia de Mundial. São justamente os dois líderes que se enfrentam na próxima rodada – dia 17, no estádio Soccer City -, numa partida que pode até chegar a decidir um dos classificados as oitavas de final.

Momentos de brilho
Tanto a promessa de força ofensiva argentina quanto o temor de deixar espaços atrás se concretizaram logo nos primeiros minutos. Tanto que, aos três, Ogbuke Obasi entrou na área pela esquerda, entortou Jonas Gutiérrez e bateu cruzado para fora. O primeiro lance de perigo era africano, mas isso não pareceu ter qualquer efeito no outro lado do campo: o ataque argentino.

Bastou um minuto e entrou em cena Lionel Messi: primeiro, com uma arrancada desde o meio-campo que o levou à linha de fundo. O cruzamento encontrou Gonzalo Higuaín, que escorou para fora. Dois minutos mais, e foi a vez de o próprio Messi receber na entrada da área e bater colocado, de chapa, no canto esquerdo alto. Victor Enyeama fez grande defesa. O gol, tão cedo, já amadurecia. E chegou de fato ainda aos seis minutos: cobrança de escanteio de Juan Sebastián Verón e Gabriel Heinze acertou um peixinho bonito, no ângulo direito.

O gol – o terceiro de Heinze em Copas do Mundo da FIFA – serviu para coroar o que era um início arrasador dos argentinos, mas também para acalmar um tanto os ânimos e até permitir que os nigerianos voltassem a se sentir cômodos. Obasi continuava sendo o homem mais perigoso do ataque dos africanos e, aos 28, novamente pela esquerda, teve outra boa chance, quando bateu cruzado para fora.

O jogo estava mais equilibrado, mas foi de novo para os comandados de Diego Armando Maradona o lance de verdadeiro perigo: aos 39 minutos, mais uma jogada excelente de Messi, que cortou para dentro pela ponta direita e bateu no canto direito para uma defesaça de Enyeama.

Não mais que o suficiente
O ritmo emocionante da primeira parte seguiu intacto na segunda. Desde o começo, quando aos três minutos Messi desviou cruzamento de Verón dentro da área, e a bola passou raspando a trave direita. A Nigéria ainda reagiu e, disposta a buscar o empate, aos poucos foi abrindo espaço.

Aos 20 minutos, o tamanho desse espaço ficou claro, quando Tévez recuperou uma bola antes do meio-campo, arrancou para um contra-ataque em quatro contra dois e abriu para Messi na direita da área. Foi mais uma grande chance do argentino, que tirou do goleiro, mas errou o canto direito por alguns centímetros.

O problema foi que, de tanto ter oportunidades e dominar, mas não marcar o segundo gol, a Argentina acabou dando confiança para que os nigerianos se arriscassem e chegassem perto do empate: foi assim com um chute do lateral Taye Taiwo, que passou a um centímetro da trave de Sergio Romero, aos 25 minutos. Depois foi Kalu Uche quem recebeu livre, mas acertou um sem-pulo que subiu demais.

A Argentina pareceu se contentar com o 1 a 0 e o ritmo do jogo caiu. Acabou sendo uma vitória com alguns momentos de susto e outros tantos de brilho. Mas, acima de tudo, uma vitória.

ARGENTINA X NIGERIA - AO VIVO NO SHOW PES 2010

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JOGOS DESSE SABADO


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URU 0X0 FRA - Sobrou transpiração








França e Uruguai perderam a chance de saltar na liderança do Grupo A nesta sexta-feira, na Cidade do Cabo, onde as equipes terminaram empatadas em 0 a 0, na segunda partida da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010. Com o resultado, as quatro equipes da chave ficam empatadas em um ponto - já que no jogo de abertura do Mundial África do Sul e México terminaram em 1 a 1.

Foi um jogo duro e disputado, com marcação cerrada de lado a lado e poucas chances de gol. O tipo de partida que termina com o recorde negativo que acabou sendo a grande marca do duelo: foi nele que se mostrou o primeiro cartão vermelho da competição, para o uruguaio Nicolás Lodeiro, já no segundo tempo.

A mairoia das chances de ataque francesas vieram nos minutos finais da partida, justamente após a expulsão de Lodeiro e com Thierry Henry e Florient Malouda em campo para dar fôlego novo aos bleus.

Também saíram dos pés habilidosos de Franck Ribéry. O meia-atacante do Bayern de Munique procurou controlar a posse de bola e dar início às jogadas dos bleus desde o começo, quando logo aos oito minutos fez bela jogada pela ponta esquerda e cruzou rasteiro para o chute para fora de Sidney Govou.

Apesar disso, uma das grandes chacnes da primeira etapa - e, logo se veria, do jogo - veio de pés uruguaios. Do pé direito sempre calibrado de Diego Forlán, que entrou na área aos 16 minutos, cortou William Gallas e chutou firme para defesa do goleiro Hugo Lloris. Seria disso, de investidas isoladas de seu principal atacante, que o Uruguai viveria durante 90 minutos.

O segundo tempo foi talvez ainda mais fechado do que o primeiro, com as duas equipes evitando se arriscar, e o sistema defensivo uruguaio levando vantagem sobre a postura ligeiramente mais ofensiva dos franceses, já com Henry, que atingiu marca significativa.

O astro do Barcelona se juntou a um grupo seleto de 17 jogadores que disputaram quatro edições da Copa do Mundo da FIFA - sendo ele o único francês da lista.

No final, o empate acabou soando até como algo mais proveitoso para os sul-americanos do que para os europeus, já que no final da partida o jovem Nicolás Lodeiro - que acabava de entrar em campo no lugar de Ignacio González vindo do banco de reservas - recebeu seu segundo cartão amarelo e se tornou o primeiro jogador expulso no Mundial.





O sonho ficou próximo

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Pode não ter sido a vitória com que os anfitriões vinham sonhando – e que, durante um bom tempo, chegaram a ter em mãos num lotado estádio Soccer City em Johanesburgo -, mas a partida de abertura da Copa do Mundo da FIFA 2010 certamente deixou os apaixonados sul-africanos confiantes nas chances de sua equipe de enfrentar de igual para igual seus duros adversários do grupo A e, quem sabe, alcançar a meta de se classificar às oitavas de final.

Após ter sido dominada pelo México nos primeiros 45 minutos, a África do Sul cresceu no segundo tempo e abriu o placar logo no início com um golaço de Siphiwe Tshabalala, digno de entrar para a história como o primeiro do Mundial. Os Bafana Bafana agüentaram firme até os 34 minutos, quando o veterano Rafael Márquez, de 31 anos, decretou o empate em 1 a 1 que abriu a primeira Copa do Mundo disputada no continente africano.

Pressão mexicana
Logo aos dois minutos, quando Paul Aguilar foi à linha de fundo pela direita e cruzou forte e rasteiro para a pequena área. O goleiro Itumeleng Khune rebateu, e a bola sobrou no pé de Giovani dos Santos, que bateu prensado pelo capitão Aaron Mokoena. O primeiro susto do Mundial.

O domínio de posse de bola dos mexicanos seguiu, assim como a opção por explorar o lado direito do ataque, com Aguilar. Os sul-africanos, enquanto isso, se fechavam e esperavam ter um pouco de espaço para contra-atacar. Em uma dessas ocasiões, aos 18, por pouco os anfitriões não acabaram vendo a estratégia se voltar contra si: Giovani dos Santos aproveitou um passe errado no meio-campo, arrancou com muita velocidade em diagonal e, da entrada da área, chutou forte, à direita do gol de Khune. O segundo susto do Mundial.

E, a partir de então, já nem convém mais contar. Ficou determinado que a tônica seria aquela, com o México pressionando a saída de bola sul-africana, buscando o ataque e levando perigo, como em mais dois lances iniciados por Carlos Vela. Depois foi Giovani dos Santos que, mais uma vez, esteve a um passo de marcar, quando chutou da lateral da pequena área para um desvio providencial de Siboniso Gaxa. O contra-ataque dos Bafana Bafana só foi dar algum sinal de que poderia se tornar uma arma a partir dos 35 minutos, quando a equipe de Carlos Alberto Parreira criou uma ou outra chance, a melhor delas num cruzamento de Siphiwe Tshabalala pela esquerda que passou a centímetros da cabeça de Katlego Mphela.

Contra-contra-ataque
A intenção de contra-atacar continuou firme para os sul-africanos, mas, a diferença é que o passe funcionou. Aos dez minutos da segunda parte, Tshabalala recebeu um lindo passe de Kagisho Dikgacoi na entrada da área pelo lado esquerdo e, de canhota, acertou um chutaço cruzado no ângulo, sem chances para o goleiro Oscar Pérez. Foi o estopim para colocar mais ânimo ainda na festa que os sul-africanos já vinham fazendo nas ruas de Johanesburgo há dias. A dancinha coreografada do camisa 8 com seus companheiros ficou imediatamente marcada como a primeira grande imagem do Mundial.

Giovani dos Santos, um dos destaques da partida pelo lado mexicano, bem que tentou esfriar o ambiente logo quatro minutos depois, quando fez mais uma boa jogada pela direita, bateu forte e obrigou Khune a fazer uma grande defesa. Mas, em vez de estabelecer uma autêntica pressão, o que o México acabou fazendo foi abrir mais espaços. Tanto que, em duas oportunidades, aos 20 e 24 minutos, o meia Teko Modise apareceu sozinho diante de Pérez.

Justo quando a partida parecia estar sob controle, num lance aparentemente despretensioso, o México chegou ao empate. Andrés Guardado, que entrara já na segunda parte, centrou do bico da grande área, pelo lado esquerdo. A bola passou por Aaron Mokoena e encontrou Rafael Márquez sozinho na pequena área. O mexicano tocou com calma na saída de Khune e deixou o placar igualado aos 34 minutos.

Empate decretado e seguro? Era o que parecia, mas ainda era tempo de uma última jogada extasiante no Soccer City: um chutão para o alto que caiu nos pés de Katlego Mphela a um minuto do final do tempo regulamentar. O toque na saída de Pérez foi quase preciso. Quase. A trave direita salvou a última chance de os Bafana Bafana realizarem seu sonho. Um sonho que, em todo caso, tem motivos para continuar vivo para os próximos jogos.

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